Cenário do Joomla! no Brasil na visão de DANILO BARROS ANDRADE

Olá pessoal, recentemente dei uma entrevista para o Rogério Costa da OIBE COMUNICAÇÃO (www.oibe.com.br). Tive a oportunidade de falar um pouco sobre a necessidade das empresas em ter controle sobre o próprio conteúdo e também apresentei minha visão sobre o cenário nacional do Joomla. A entrevista na íntegra você vê logo abaixo.

Curso prático de Joomla!

ENTREVISTA COM O ESPECIALISTA EM MARKETING DIGITAL DANILO BARROS ANDRADE

No teu caso, queria que tu desse um enfoque, talvez, muito forte na questão mais corporativa, de negócios. Quanto um sistema de gerenciamento de conteúdo representa no patrimônio da empresa?

Na Saldit Software, o Joomla é usado tanto em sistemas internos (relacionamento equipe comercial<>Compras) e externos (blogs, sites etc). Os CMSs são ferramentas valiosas inclusive pela facilidade de extração de informações de dentro dele. É possível manipular dados que, comparado a nosso CRM proprietário feito em ASP, o processo é significativamente mais prático. Além de N outros benefícios.

Quanto se economiza anualmente em licenças? Qual a vantagem de manter uma cultura de auto gestão sobre o site da empresa?

Deixamos de ser reféns da tecnologia para nos tornarmos aliados dela. Um candidato que participa de uma entrevista de emprego e que já tenha conhecimento em CMSs diversos se diferencia dos demais e economiza tempo e dinheiro para a empresa. Ex: O profissional de conteúdo pode ser o mesmo que insere o texto no site, cria o banner e o formulário para conversão. E o melhor, sem depender de qualquer outro recurso técnico. Apesar de termos o foco em licenciamento de software corporativo, temos a cabeça aberta inclusive para o Open Source/GPL no uso interno/externo e as vezes até para clientes. Seguramente há uma contenção de gastos invejável para qualquer empresa que usufrui deste recurso que cada vez mais é uma tendência mundial.

Topa o desafio? Se sim, segue (pode responder no corpo do e-mail mesmo):

  1. Qual sua formação? Comente também sobre tua experiência profissional;

Danilo Barros Andrade é jornalista, com experiência nas áreas Comercial, de Marketing, Estratégia Corporativa, Desenvolvimento de Novos Negócios e Alianças Estratégicas. Evangelizador do Joomla e WordPress, Instrutor e palestrante de Marketing Digital com foco em Negócios. Também entusiasta de soluções online, como Google Apps, Prezi, MindMeister e outras. Membro da comunidade Joomla, colunista do portal magazine.joomla.orgconsultor de SEM (Search Engine Marketing) para agências e clientes do Brasil Espanha, EUA, Inglaterra e Alemanha. Atualmente é Coordenador Comercial & Marketing da Saldit Software, uma das empresas líderes em licenciamento de software profissional importado para grandes empresas. 

  1. Hoje você trabalha com licenciamento de software, mas utiliza ferramentas open source para viabilizar a “vida digital” da empresa. Por quê?

Somos uma empresa de inovação e conceito do software livre está cada dia mais em voga. Precisamos estar sempre conectados com as novidades da área para garantir sempre os melhores processos para colaboradores, parceiros e clientes. Consumimos e dependemos de tecnologia. Usamos o Joomla para gerir o conteúdo, mas Dreamweaver para editar o código. O Illustrator e o Photoshop para imagens. Ainda não podemos viver 100% do OpenSource, inclusive por quê testamos constantemente novas soluções. Nossos clientes dependem do nosso conhecimento e confiam nele. Estamos mesclando as tecnologias e para nós tem sido perfeita esta simbiose. 

  1. Como você avalia o uso dessas ferramentas no cenário corporativo e qual impacto sobre os negócios?

O uso do Open Source ainda é tímido dentro de muitas empresas, mas é uma cultura em ascensão, cuja implementação é lenta e gradual. Geralmente é apresentada pelos Early-Adopters e Early-Majoritys (conceito da Curva de Adoção de Tecnologia). Nossa intenção é prover tecnologia. Somos responsáveis também pela geração de demanda, por quê trazemos inovação para nossos clientes. Pesquisamos e testamos tecnologias fora do país e as importamos para empresas brasileiras. Nem todas as alternativas Open Source são maduras o suficiente para suprir as necessidades de todas as áreas dentro de uma corporação. 

  1. Poderia contar-nos um pouco sobre a cultura digital presente na sua empresa? Vocês tem um time de profissionais especializados em Internet Marketing, por exemplo?

Acreditamos plenamente no Search Engine Marketing e diariamente colhemos fruto das estratégias que plantamos, nada mais natural, portanto, do que investir em Marketing Digital constantemente. Estamos reformulando nossas ferramentas para atender com mais qualidade a demanda oriunda do Google e das redes sociais. A equipe é orientada a buscar conhecimento das mais variadas formas possíveis (palestras, cursos, seminários, reuniões, livros, artigos, blogs etc). Queremos realmente ajudar nossos clientes até no momento em que antecede o primeiro contato comercial, seja por meio de um artigo no site, seja por uma foto, seja por um video explicativo. O time Comercial, de Marketing, de Compras e de Suporte trabalham engajados. E a comunicação interna em torno deste tema é bastante forte na nossa empresa. Toda nova tecnologia implementada é apresentada com detalhes para toda operação. É cultural.

  1. No caso do principal CMS utilizado por vocês – Joomla, como vocês lidam com as atualizações da ferramenta e qual sua perspectiva em médio longo prazo?

Constantemente revemos as políticas de atualização, otimização e segurança da ferramenta por considerar itens de absoluta importância. Implementamos padrões para utilizaçãodownload, instalação, ativação/desativação de patches/extensões. Com isso, podemos dinamizar operações e estabelecer uma base sólida para crescimento e estabilidade. Práticas como essa são necessárias e recomendadas a qualquer empresa, por quê, certamente, ajuda a reduzir desperdícios e garante desempenho ideal do CMS. Estamos testando o Joomla 3.0 e vamos migrar para esta versão por considerar relevante o investimento da equipe de desenvolvimento em consistência de código, melhorias de backend entre tantos outras mudanças que vem por aí.

  1. Sabemos que você já foi um importante ícone da Indústria Joomleira no Brasil, inclusive, facilitador de cursos de Joomla. Como você vê a comunidade hoje? O que ela representa para o mercado?

A comunidade é que dá força para o mercado continuar apostando no Joomla como ferramenta principal no desenvolvimento de projetos web. Na minha opinião o ego ainda é um fator que prejudica as agências e desenvolvedores. Vale lembrar da iniciativa Joomleiros, não havia qualquer propósito de evidenciar determinado profissional, ganhar dinheiro em cima do projeto ou qualquer coisa do tipo. Apenas entendemos que o Joomla no Brasil não demonstrava de maneira real a força que tinha. A intenção era apenas colaborar com o usuário leigo e apoiar a disseminação da ferramenta no Brasil. Mas o objetivo foi plenamente distorcido por pessoas que presunçosamente acharam que estávamos criando uma empresa ou um monópolio. Apesar da descentralização das informações sobre o CMS na web e do ego, os encontros sempre são movidos pela união e, na medida do possível, a colaboração coletiva acontece. Não é a toa que a comunidade e adeptos continua crescendo. Os eventos estão aumentando. O interesse das pessoas também. Ainda há uma luz no fim do túnel. Acredito que a intenção de apoiar as pessoas no uso da ferramenta ainda será maior do que os interesses de muitos por aí. O objetivo final tem que ser um só: fortalecer o Joomla!.

  1. Qual a sua recomendação para gestores em geral que procuram por uma solução web que atenda as necessidade da empresa?

Em primeiro lugar o gestor deve entender, ainda que superficialmente, o que é e do que se trata a ferramenta. Não só contratar. isso facilita a comunicação. Não deve se prender a uma tecnologia específica. Pensar fora da caixa. Se permitir. Além do Joomla, há inúmeras alternativas para diferentes necessidades. Deve-se estar acompanhado de um consultor experiente para decidir qual a melhor opção para o projeto. E não esquecer do fator escalabilidade. Saber da saúde da solução e da empresa. Sempre pensar no futuro. 

  1. Considerando que você é especialista em licenciamento de software e marketing online, qual sua avaliação sobre o mercado de trabalho brasileiro?

A visão é de que há um nicho inexplorado e ainda um público significativo carente de informação. O mercado é cru! Há possibilidades de negócio para todo mundo em muitos estados brasileiros, mas tem que trabalhar. O Marketing Digital ainda é novo e muita gente depende de profissional esforçado, honesto e competente, que em geral é seleto. Não existe profissional de marketing digital com 15 anos de experiência. A profissão é nova.

  1. Você têm dificuldades na hora de contratar profissionais ou mesmo agências para atender as demandas da sua empresa? Como é a relação cliente-fornecedor?

Sinto muita dificuldade. Muita mesmo. Talvez por esta razão é que optamos por fazer muitas coisas internamente. E na hora de contratar um profissional, geralmente temos que formar do zero, pois o conhecimento é realmente baixo e aquém do esperado. As próprias empresas que fazem sites desconhecem as tais “boas práticas para o Google”. Daí meu interesse em apoiar este mercado principalmente com capacitação, sem qualquer interesse financeiro (www.focononegocio.com.br). Este um projeto que ainda está tomando forma, mas que na hora certa tomará um rumo e ajudará empresas na contratação de recursos e a capacitar profissionais.

  1. Danilo, você acha que os profissionais brasileiros estão preparados para atender 40% das empresas brasileiras que não possuem site, mas pretendem criar nos próximo 12 meses (CGI/CETIC, out/2011-jan/12)? Qual sua visão sobre este indicador?

É um desafio. Não estão preparados, mas para o cliente só resta apostar. É como diz o ditado popular: “Quem não tem cão, caça como gato!”. Nos resta acreditar que a busca contínua pela capacitação acontecerá o quanto antes. Tive a oportunidade de participar de alguns eventos de microempresários no SEBRAE, FIESP etc e pude perceber que muitos dos que “sabem” na verdade “não sabem”. Eu mesmo estou aprendendo até hoje. Não sei de muita coisa. Procuro me reciclar a todo momento e ainda assim estou devendo conhecimento pra mim mesmo.  De forma geral precisamos estudar mais! Me incluo nisso.

  1. Por fim, você gostaria de deixar uma mensagem final para os nossos leitores?

O cliente deve querer ter conhecimento também, não é bom ficar a mercê dos especialistas. Quanto mais o cliente se interessar, mais fácil fica o processo. Duvide dos especialistas. Não acredite em quem entende de todas as redes sociais. Acredite no aprendiz interessado. Invista nele! 

Quer trabalhar na área? Há vagas! Mas só para os realmente interessados. Não precisa saber tudo, mas precisa querer saber. Capacite-se. Em um mercado pulverizado é difícil encontrar bons profissionais. Não minta no currículo. Isso só toma tempo do recrutador. Aproveite a onda, que isso tudo é só a ponta do iceberg! Boa sorte a todos!

 

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